Cuidados com a espondilite anquilosante: tratamentos e caminhos de acesso

Conviver com uma doença inflamatória crônica não é simples, especialmente quando ela afeta a coluna, a mobilidade e atividades básicas do dia a dia.

O tratamento da espondilite anquilosante tem como principal objetivo controlar a inflamação, aliviar a dor, preservar a mobilidade e evitar deformidades ao longo do tempo.

Apesar de não existir cura, os avanços terapêuticos permitem que muitas pessoas com espondilite anquilosante levem uma vida ativa e produtiva.

Atualmente, existem diferentes opções de tratamento, que vão desde medicamentos mais comuns até terapias biológicas de alto custo, indicadas em situações específicas.

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O que é a espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica autoimune que atinge principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, localizadas entre a base da coluna e o quadril. 

Com o passar do tempo, a inflamação persistente pode levar à fusão das vértebras, tornando a coluna mais rígida e menos flexível.

Ela costuma surgir entre os 20 e 40 anos e é mais frequente em homens. Existe uma forte associação genética, especialmente com o gene HLA-B27, embora sua presença isolada não confirme o diagnóstico.

Principais sintomas da espondilite anquilosante

Os sintomas mais comuns incluem dor lombar persistente, rigidez matinal que melhora com o movimento, dor noturna, fadiga e redução da mobilidade. Em fases mais avançadas, pode ocorrer alteração da postura, com inclinação do tronco para frente.

Além das articulações, a doença pode afetar outros órgãos, como olhos (uveíte), coração, pulmões e, mais raramente, intestinos e pele.

Essas manifestações aumentam o impacto da doença na qualidade de vida e reforçam a importância de um tratamento de espondilite anquilosante adequado e contínuo.

Critérios clínicos usados no diagnóstico

O diagnóstico é feito a partir da combinação de sintomas clínicos, exames de imagem (radiografias ou ressonância magnética), exames laboratoriais que indicam inflamação e critérios estabelecidos por sociedades médicas.

Não existe um exame único que confirme a doença, sendo essencial a avaliação médica especializada, geralmente com reumatologista.

Tratamentos mais utilizados na espondilite anquilosante

O tratamento da espondilite anquilosante é individualizado e depende da intensidade dos sintomas, da resposta aos medicamentos e da presença de complicações.

Uso de anti-inflamatórios e controle inicial dos sintomas

Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) costumam ser a primeira opção terapêutica.

Eles ajudam a reduzir a dor, a rigidez e a inflamação, permitindo que o paciente mantenha uma rotina de exercícios e atividades físicas, fundamentais para preservar a mobilidade.

Quando bem indicados e monitorados, esses medicamentos são eficazes no controle inicial da doença em muitos pacientes.

Terapias biológicas e quando entram no tratamento

Quando os anti-inflamatórios não são suficientes para controlar os sintomas ou quando a doença apresenta atividade persistente, entram em cena as terapias biológicas.

Esses medicamentos, como o humira (adalimumabe) e o remsima (infliximabe), atuam diretamente nos mecanismos da inflamação, bloqueando substâncias como o fator de necrose tumoral (TNF) ou a interleucina-17 (IL-17).

Essas medicações costumam ser administradas por injeção ou infusão e representam um avanço significativo no tratamento da espondilite anquilosante, especialmente nos casos moderados a graves.

Quando outras medicações são indicadas?

Em algumas situações, além dos anti-inflamatórios e das terapias biológicas, o médico pode indicar outras medicações para ajudar no controle da doença.

Isso acontece principalmente quando há comprometimento de articulações periféricas, como joelhos, tornozelos e ombros, ou quando o paciente apresenta manifestações associadas que exigem uma abordagem complementar.

Nesses casos, medicamentos imunossupressores, como o rinvoq (upadacitinibe) ou metotrexato, podem ser utilizados para modular a resposta do sistema imunológico e reduzir a inflamação dependendo do perfil do paciente e da resposta aos tratamentos anteriores.

Abordagens complementares recomendadas pelos médicos

O tratamento medicamentoso deve ser acompanhado de medidas não farmacológicas que fazem grande diferença na evolução da doença. 

A fisioterapia, os exercícios de alongamento e o fortalecimento muscular ajudam a manter a mobilidade da coluna, corrigir a postura e reduzir a rigidez, especialmente pela manhã.

Além disso, a prática regular de atividade física orientada, exercícios respiratórios e a adoção de hábitos saudáveis (como evitar o sedentarismo e o tabagismo) fazem parte do cuidado contínuo, já que esses fatores podem amenizar os sintomas.

Quando existe indicação de medicamentos especiais ou de alto custo?

Quando o paciente não apresenta melhora satisfatória com anti-inflamatórios e terapias convencionais, ou quando há progressão da doença, os medicamentos biológicos passam a ser considerados.

Além disso, a indicação de terapias biológicas depende de critérios clínicos bem definidos, como atividade persistente da doença, exames que confirmem inflamação ativa e avaliação médica detalhada. 

Para acesso a esses medicamentos, é comum a exigência de laudos médicos, relatórios clínicos detalhados, exames recentes e justificativas técnicas que comprovem a necessidade da medicação.

Acesso a medicamentos pelo SUS e pelos planos de saúde

O SUS e muitos planos de saúde disponibilizam medicamentos para espondilite anquilosante, incluindo anti-inflamatórios e, em casos específicos, terapias biológicas previstas em protocolos clínicos.

Apesar da previsão de fornecimento, alguns pacientes enfrentam atrasos, interrupções ou negativas administrativas, o que pode comprometer a continuidade do tratamento.

Relatórios médicos completos, histórico terapêutico bem documentado e exames atualizados ajudam a demonstrar a importância do medicamento indicado e fortalecem o pedido de acesso, aumentando as chances de garantir o tratamento gratuitamente.

O que fazer em caso de negativa do SUS e planos de saúde?

Diante de uma negativa, é fundamental entender o motivo apresentado, revisar a documentação e buscar orientação especializada, podendo ser de um advogado ou da Defensoria Pública. 

Muitas vezes, ajustes nos laudos ou complementação de informações clínicas são suficientes para reverter a situação, garantindo a continuidade do tratamento da espondilite anquilosante.

Como a Fast auxilia com informação, segurança e acompanhamento

Fast Medicamentos atua para ajudar pacientes que precisam iniciar ou manter tratamentos de alto custo com mais segurança e menos incertezas. 

O apoio começa pela orientação clara sobre as opções de tratamento, alternativas disponíveis e documentação normalmente exigida para acesso aos medicamentos. 

Ter informações corretas desde o início evita atrasos e ajuda o paciente a tomar decisões com mais tranquilidade.

Além disso, a Fast acompanha todo o processo, desde o diagnóstico da doença até a entrega do medicamento e o término do tratamento, com atenção especial ao prazo, à segurança e à integridade do produto. 

O paciente não fica sem resposta nem desamparado durante a espera: há acompanhamento ativo, comunicação clara e suporte até que o tratamento esteja, de fato, em suas mãos. 

Esse cuidado traz mais confiança para quem já enfrenta os desafios diários da doença.

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Conclusão

O tratamento da espondilite anquilosante evoluiu significativamente nos últimos anos, oferecendo mais controle da doença e melhor qualidade de vida para os pacientes. 

Com acompanhamento médico adequado, acesso correto às terapias e adoção de hábitos saudáveis, é possível conviver com a doença de forma mais equilibrada.

Buscar informação confiável, manter o tratamento em dia e contar com apoio especializado faz toda a diferença para quem enfrenta a espondilite anquilosante diariamente.

Por isso, conte com todo o apoio que estiver ao alcance da Fast Medicamentos, pois faremos o nosso melhor para fazer com que você ou seus familiares tenham uma melhora na qualidade de vida!

Perguntas Frequentes sobre o Tratamento da Espondilite Anquilosante (FAQ)

O que é o tratamento da espondilite anquilosante?

É o conjunto de medicamentos e cuidados usados para controlar a inflamação, aliviar a dor e preservar a mobilidade da coluna e das articulações.

Não. A doença não tem cura, mas o tratamento adequado controla os sintomas e reduz a progressão.

Depende do caso. Anti-inflamatórios são usados no início e, quando não funcionam, podem ser indicados biológicos ou outros medicamentos específicos.

Entre as mais conhecidas estão adalimumabe (Humira) e infliximabe (Remsima), que são medicamentos biológicos.

Em alguns casos, sulfassalazina ou metotrexato podem ser utilizados, principalmente quando há acometimento de articulações periféricas.

Quando o paciente não responde bem aos anti-inflamatórios ou apresenta doença ativa persistente.

Sedentarismo, tabagismo, interrupção do tratamento e demora no diagnóstico podem agravar os sintomas.

Sim, o SUS pode fornecer medicamentos conforme critérios clínicos definidos em protocolos oficiais.

Em muitos casos, sim, desde que haja indicação médica e a medicação esteja prevista nas diretrizes regulatórias.

Fontes:
Manual MSD (versão para profissionais e público geral);
Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR);
Ministério da Saúde – CONITEC;
National Health Service (NHS – Reino Unido);
Bulário Eletrônico da Anvisa;
Dr. Luciano Pellegrino.

Escrito por:

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