Conviver com uma doença inflamatória crônica não é simples, especialmente quando ela afeta a coluna, a mobilidade e atividades básicas do dia a dia.
O tratamento da espondilite anquilosante tem como principal objetivo controlar a inflamação, aliviar a dor, preservar a mobilidade e evitar deformidades ao longo do tempo.
Apesar de não existir cura, os avanços terapêuticos permitem que muitas pessoas com espondilite anquilosante levem uma vida ativa e produtiva.
Atualmente, existem diferentes opções de tratamento, que vão desde medicamentos mais comuns até terapias biológicas de alto custo, indicadas em situações específicas.
Continue a leitura e saiba mais sobre!
O que é a espondilite anquilosante?
A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica autoimune que atinge principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, localizadas entre a base da coluna e o quadril.
Com o passar do tempo, a inflamação persistente pode levar à fusão das vértebras, tornando a coluna mais rígida e menos flexível.
Ela costuma surgir entre os 20 e 40 anos e é mais frequente em homens. Existe uma forte associação genética, especialmente com o gene HLA-B27, embora sua presença isolada não confirme o diagnóstico.
Principais sintomas da espondilite anquilosante
Os sintomas mais comuns incluem dor lombar persistente, rigidez matinal que melhora com o movimento, dor noturna, fadiga e redução da mobilidade. Em fases mais avançadas, pode ocorrer alteração da postura, com inclinação do tronco para frente.
Além das articulações, a doença pode afetar outros órgãos, como olhos (uveíte), coração, pulmões e, mais raramente, intestinos e pele.
Essas manifestações aumentam o impacto da doença na qualidade de vida e reforçam a importância de um tratamento de espondilite anquilosante adequado e contínuo.
Critérios clínicos usados no diagnóstico
O diagnóstico é feito a partir da combinação de sintomas clínicos, exames de imagem (radiografias ou ressonância magnética), exames laboratoriais que indicam inflamação e critérios estabelecidos por sociedades médicas.
Não existe um exame único que confirme a doença, sendo essencial a avaliação médica especializada, geralmente com reumatologista.
Tratamentos mais utilizados na espondilite anquilosante
O tratamento da espondilite anquilosante é individualizado e depende da intensidade dos sintomas, da resposta aos medicamentos e da presença de complicações.
Uso de anti-inflamatórios e controle inicial dos sintomas
Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) costumam ser a primeira opção terapêutica.
Eles ajudam a reduzir a dor, a rigidez e a inflamação, permitindo que o paciente mantenha uma rotina de exercícios e atividades físicas, fundamentais para preservar a mobilidade.
Quando bem indicados e monitorados, esses medicamentos são eficazes no controle inicial da doença em muitos pacientes.
Terapias biológicas e quando entram no tratamento
Quando os anti-inflamatórios não são suficientes para controlar os sintomas ou quando a doença apresenta atividade persistente, entram em cena as terapias biológicas.
Esses medicamentos, como o humira (adalimumabe) e o remsima (infliximabe), atuam diretamente nos mecanismos da inflamação, bloqueando substâncias como o fator de necrose tumoral (TNF) ou a interleucina-17 (IL-17).
Essas medicações costumam ser administradas por injeção ou infusão e representam um avanço significativo no tratamento da espondilite anquilosante, especialmente nos casos moderados a graves.
Quando outras medicações são indicadas?
Em algumas situações, além dos anti-inflamatórios e das terapias biológicas, o médico pode indicar outras medicações para ajudar no controle da doença.
Isso acontece principalmente quando há comprometimento de articulações periféricas, como joelhos, tornozelos e ombros, ou quando o paciente apresenta manifestações associadas que exigem uma abordagem complementar.
Nesses casos, medicamentos imunossupressores, como o rinvoq (upadacitinibe) ou metotrexato, podem ser utilizados para modular a resposta do sistema imunológico e reduzir a inflamação dependendo do perfil do paciente e da resposta aos tratamentos anteriores.
Abordagens complementares recomendadas pelos médicos
O tratamento medicamentoso deve ser acompanhado de medidas não farmacológicas que fazem grande diferença na evolução da doença.
A fisioterapia, os exercícios de alongamento e o fortalecimento muscular ajudam a manter a mobilidade da coluna, corrigir a postura e reduzir a rigidez, especialmente pela manhã.
Além disso, a prática regular de atividade física orientada, exercícios respiratórios e a adoção de hábitos saudáveis (como evitar o sedentarismo e o tabagismo) fazem parte do cuidado contínuo, já que esses fatores podem amenizar os sintomas.
Quando existe indicação de medicamentos especiais ou de alto custo?
Quando o paciente não apresenta melhora satisfatória com anti-inflamatórios e terapias convencionais, ou quando há progressão da doença, os medicamentos biológicos passam a ser considerados.
Além disso, a indicação de terapias biológicas depende de critérios clínicos bem definidos, como atividade persistente da doença, exames que confirmem inflamação ativa e avaliação médica detalhada.
Para acesso a esses medicamentos, é comum a exigência de laudos médicos, relatórios clínicos detalhados, exames recentes e justificativas técnicas que comprovem a necessidade da medicação.
Acesso a medicamentos pelo SUS e pelos planos de saúde
O SUS e muitos planos de saúde disponibilizam medicamentos para espondilite anquilosante, incluindo anti-inflamatórios e, em casos específicos, terapias biológicas previstas em protocolos clínicos.
Apesar da previsão de fornecimento, alguns pacientes enfrentam atrasos, interrupções ou negativas administrativas, o que pode comprometer a continuidade do tratamento.
Relatórios médicos completos, histórico terapêutico bem documentado e exames atualizados ajudam a demonstrar a importância do medicamento indicado e fortalecem o pedido de acesso, aumentando as chances de garantir o tratamento gratuitamente.
O que fazer em caso de negativa do SUS e planos de saúde?
Diante de uma negativa, é fundamental entender o motivo apresentado, revisar a documentação e buscar orientação especializada, podendo ser de um advogado ou da Defensoria Pública.
Muitas vezes, ajustes nos laudos ou complementação de informações clínicas são suficientes para reverter a situação, garantindo a continuidade do tratamento da espondilite anquilosante.
Como a Fast auxilia com informação, segurança e acompanhamento
A Fast Medicamentos atua para ajudar pacientes que precisam iniciar ou manter tratamentos de alto custo com mais segurança e menos incertezas.
O apoio começa pela orientação clara sobre as opções de tratamento, alternativas disponíveis e documentação normalmente exigida para acesso aos medicamentos.
Ter informações corretas desde o início evita atrasos e ajuda o paciente a tomar decisões com mais tranquilidade.
Além disso, a Fast acompanha todo o processo, desde o diagnóstico da doença até a entrega do medicamento e o término do tratamento, com atenção especial ao prazo, à segurança e à integridade do produto.
O paciente não fica sem resposta nem desamparado durante a espera: há acompanhamento ativo, comunicação clara e suporte até que o tratamento esteja, de fato, em suas mãos.
Esse cuidado traz mais confiança para quem já enfrenta os desafios diários da doença.
Conclusão
O tratamento da espondilite anquilosante evoluiu significativamente nos últimos anos, oferecendo mais controle da doença e melhor qualidade de vida para os pacientes.
Com acompanhamento médico adequado, acesso correto às terapias e adoção de hábitos saudáveis, é possível conviver com a doença de forma mais equilibrada.
Buscar informação confiável, manter o tratamento em dia e contar com apoio especializado faz toda a diferença para quem enfrenta a espondilite anquilosante diariamente.
Por isso, conte com todo o apoio que estiver ao alcance da Fast Medicamentos, pois faremos o nosso melhor para fazer com que você ou seus familiares tenham uma melhora na qualidade de vida!
Perguntas Frequentes sobre o Tratamento da Espondilite Anquilosante (FAQ)
O que é o tratamento da espondilite anquilosante?
É o conjunto de medicamentos e cuidados usados para controlar a inflamação, aliviar a dor e preservar a mobilidade da coluna e das articulações.
A espondilite anquilosante tem cura?
Não. A doença não tem cura, mas o tratamento adequado controla os sintomas e reduz a progressão.
Qual remédio é bom para espondilite anquilosante?
Depende do caso. Anti-inflamatórios são usados no início e, quando não funcionam, podem ser indicados biológicos ou outros medicamentos específicos.
Qual o nome da injeção para espondilite anquilosante?
Entre as mais conhecidas estão adalimumabe (Humira) e infliximabe (Remsima), que são medicamentos biológicos.
Qual imunossupressor é usado na espondilite anquilosante?
Em alguns casos, sulfassalazina ou metotrexato podem ser utilizados, principalmente quando há acometimento de articulações periféricas.
Quando o medicamento biológico é indicado para espondilite anquilosante?
Quando o paciente não responde bem aos anti-inflamatórios ou apresenta doença ativa persistente.
O que faz piorar a espondilite anquilosante?
Sedentarismo, tabagismo, interrupção do tratamento e demora no diagnóstico podem agravar os sintomas.
O SUS fornece tratamento para espondilite anquilosante?
Sim, o SUS pode fornecer medicamentos conforme critérios clínicos definidos em protocolos oficiais.
Planos de saúde são obrigados a cobrir medicamentos biológicos?
Em muitos casos, sim, desde que haja indicação médica e a medicação esteja prevista nas diretrizes regulatórias.
Fontes:
Manual MSD (versão para profissionais e público geral);
Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR);
Ministério da Saúde – CONITEC;
National Health Service (NHS – Reino Unido);
Bulário Eletrônico da Anvisa;
Dr. Luciano Pellegrino.
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