Ilustração da leucemia linfocítica crônica

O que é leucemia linfocítica crônica?

A leucemia linfocítica crônica (LLC) é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos, especialmente os linfócitos B. Essa condição ocorre quando a medula óssea começa a produzir uma quantidade excessiva dessas células, que não funcionam corretamente. Com o tempo, elas podem se acumular no sangue, linfonodos, fígado e baço, prejudicando o funcionamento normal do sistema imunológico.

Embora seja considerada uma doença de evolução lenta em muitos casos, a LLC exige acompanhamento médico regular, pois pode impactar a qualidade de vida e a resposta imunológica do paciente.

Quem pode desenvolver a leucemia linfocítica crônica?

A LLC é mais comum em pessoas com idade acima dos 60 anos, sendo rara antes dos 40. Homens apresentam uma probabilidade um pouco maior de desenvolver a doença em comparação às mulheres.

Alguns fatores de risco conhecidos incluem:

  • Histórico familiar: parentes de primeiro grau com LLC aumentam a predisposição.

  • Alterações genéticas: certas mutações nos linfócitos podem favorecer o surgimento da doença.

  • Exposição a produtos químicos: alguns estudos associam pesticidas e herbicidas à LLC.

É importante destacar que a LLC não é contagiosa e não está relacionada a hábitos de vida como alimentação ou exercícios.

Sintomas mais comuns da leucemia linfocítica crônica

Nos estágios iniciais, muitas pessoas não apresentam sintomas e descobrem a doença em exames de sangue de rotina. Com o avanço, podem surgir sinais como:

  • Cansaço e fraqueza persistentes

  • Perda de peso sem causa aparente

  • Aumento dos gânglios linfáticos (pescoço, axilas ou virilha)

  • Infecções frequentes devido à baixa imunidade

  • Febre ou suores noturnos sem explicação

  • Sensação de inchaço no abdômen, causada pelo aumento do baço

Por serem sintomas comuns a outras doenças, o diagnóstico definitivo só pode ser feito com exames específicos.

Como é feito o diagnóstico da leucemia linfocítica crônica

O diagnóstico geralmente começa com um hemograma completo, que pode indicar a presença de linfócitos em excesso. A partir daí, o médico pode solicitar imunofenotipagem (identifica o tipo exato de célula doente), exames de imagem (TC ou ultrassom, que avaliam linfonodos, baço e fígado) e exames genéticos e moleculares (ajudam a entender a agressividade da doença e a escolha do tratamento).

Um diagnóstico preciso é essencial para definir a estratégia de acompanhamento e tratamento.

Quando iniciar o tratamento da leucemia linfocítica crônica?

Nem todos os pacientes precisam de tratamento imediato. Em muitos casos, a recomendação inicial é chamada de watch and wait (observar e esperar), ou seja, acompanhamento médico regular sem intervenção direta.

O tratamento é iniciado quando:

  • Há sintomas como febre, perda de peso e fadiga intensa.

  • O número de glóbulos vermelhos ou plaquetas cai significativamente.

  • O baço ou os linfonodos aumentam de forma acelerada.

  • A doença mostra sinais de progressão rápida.

Opções de tratamento para a leucemia linfocítica crônica

O tratamento da LLC evoluiu bastante nos últimos anos, oferecendo alternativas menos invasivas e com melhores resultados. Entre as principais opções estão:

1. Quimioterapia

A quimioterapia tradicional ainda é utilizada em alguns casos, especialmente em pacientes mais jovens e com boa saúde geral. Ela atua destruindo as células cancerígenas, mas pode causar efeitos colaterais como queda de cabelo, náuseas e baixa imunidade.

2. Terapias alvo

Esses medicamentos agem diretamente nas alterações genéticas e moleculares das células da LLC. Um exemplo é o uso de inibidores de tirosina quinase, que bloqueiam sinais que permitem a multiplicação descontrolada das células doentes.

3. Imunoterapia

O tratamento pode incluir anticorpos monoclonais que se ligam às células cancerígenas, ajudando o sistema imunológico a reconhecê-las e combatê-las.

4. Transplante de medula óssea

Indicado em casos mais graves ou resistentes a outros tratamentos, o transplante envolve substituir a medula doente por células saudáveis de um doador compatível. É um procedimento complexo e com riscos, geralmente reservado para pacientes mais jovens.

Medicamentos utilizados no tratamento da leucemia linfocítica crônica

Na farmácia, muitos dos avanços no tratamento estão relacionados a medicamentos específicos que oferecem maior eficácia e menos efeitos adversos do que a quimioterapia convencional. Entre os mais utilizados estão:

  • Ibrutinibe: um inibidor de tirosina quinase que impede a multiplicação das células cancerígenas.

  • Venetoclax: atua induzindo a morte programada das células da LLC.

  • Obinutuzumabe e rituximabe: anticorpos monoclonais que ajudam o sistema imunológico a identificar e destruir células doentes.

  • Bendamustina: quimioterápico ainda usado em alguns protocolos, principalmente em combinação com imunoterapia.

Esses medicamentos devem ser utilizados apenas sob prescrição médica, pois cada paciente tem características únicas que determinam a escolha da terapia.

Cuidados de suporte e qualidade de vida

Além dos tratamentos direcionados à doença, existem medidas importantes que ajudam a manter o bem-estar do paciente com leucemia linfocítica crônica

Manter a vacinação em dia é essencial para reduzir o risco de infecções, já que o sistema imunológico pode estar mais fragilizado. Uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e acompanhada de uma boa hidratação, contribui para fortalecer o organismo durante o tratamento. A prática de atividades físicas leves, sempre com orientação médica, auxilia no controle do cansaço e melhora a disposição no dia a dia. 

Outro aspecto fundamental é o apoio psicológico, que ajuda o paciente a lidar com os impactos emocionais do diagnóstico e do tratamento, garantindo uma melhor qualidade de vida ao longo da jornada.

Prognóstico da leucemia linfocítica crônica

O prognóstico da LLC varia de acordo com fatores como idade, condições de saúde e resposta ao tratamento. Algumas pessoas convivem com a doença por décadas sem necessidade de terapias intensivas, enquanto outras apresentam evolução mais rápida.

Com os avanços médicos, especialmente o desenvolvimento de terapias alvo e imunoterapias, a sobrevida dos pacientes tem aumentado significativamente nos últimos anos.

Conclusão

A leucemia linfocítica crônica é um tipo de câncer que afeta os linfócitos, com evolução geralmente lenta, mas que exige acompanhamento especializado. O diagnóstico precoce e a escolha correta do tratamento fazem toda a diferença na qualidade de vida do paciente.

Hoje, os medicamentos inovadores disponíveis em farmácias, como as disponíveis na loja da Fast Medicamentos, oferecem alternativas mais eficazes e seguras, reforçando a importância da informação e do acesso a terapias adequadas.

Manter consultas regulares, seguir o plano terapêutico e adotar hábitos de vida saudáveis são passos essenciais para enfrentar a LLC com mais segurança e bem-estar.

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